DESCOBERTA IMPACTANTE: Novas 'aves do terror' reveladas na Chapada Diamantina
Uma nova espécie de 'ave do terror' foi identificada na tarde desta sexta-feira (22), em Ourolândia, na Chapada Diamantina. O fóssil, retirado de uma caverna conhecida como Toca dos Ossos, remonta a cerca de 25 mil anos, desafiando o que se sabia sobre esses predadores.
Segundo os cientistas, o fragmento ósseo encontrado é parte do tibiotarso, uma estrutura importante na perna das aves. O fóssil, mesmo em estado incompleto, apresenta características que o classificam como pertencente aos forusracídeos, um grupo de aves carnívoras não voadoras que dominaram a cadeia alimentar sul-americana por milhões de anos.
A nova espécie recebeu o nome de Eschatornis aterradora e teve sua descrição formal publicada na revista científica "Papers in Palaeontology". O estudo foi realizado por uma equipe de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e colaboradores da Argentina.
Essas intrigantes aves predadoras surgiram há mais de 40 milhões de anos, em uma época em que a América do Sul se encontrava isolada. Algumas delas chegaram a medir até três metros, enquanto outras, como a recém-identificada, eram menores e com estratégias de caça diferenciadas. De acordo com as estimativas, Eschatornis aterradora media entre 70 e 90 centímetros e pesava até seis quilos, apresentando semelhanças com as seriemas atuais, suas parentes mais próximas.
A classificação da nova espécie só foi possível após uma reavaliação do material que, anteriormente, era considerado parte de aves do grupo dos urubus. "A análise mais detalhada das características do osso nos levou a corrigir essa classificação", revelou um dos pesquisadores envolvidos na descoberta.
A identificação dessa ave em um período mais recente coincide com mudanças significativas no continente, principalmente com a conexão da América do Norte, há aproximadamente 3 milhões de anos. Isso trouxe novos predadores e aumentou a competição por recursos no ambiente. O nome Eschatornis, que pode ser traduzido como "última ave", reflete essa transição, enquanto "aterradora" remete à fama desses predadores. Até o momento, a pesquisa sobre essa nova espécie está em andamento.