DESCUBERTA IMPACTANTE: Nova espécie de 'ave do terror' é encontrada na Chapada Diamantina
Um fragmento de osso revelado na última semana está mudando a forma como os cientistas veem as chamadas 'aves do terror' no Brasil. O achado ocorreu na caverna Toca dos Ossos, em Ourolândia, na Chapada Diamantina, e data de cerca de 25 mil anos.
Um grupo de pesquisadores fez uma descoberta que promete agitar o meio científico. Segundo os cientistas, o osso encontrado na Toca dos Ossos, no município de Ourolândia, é parte do tibiotarso, uma estrutura da perna das aves. A partir desse fragmento, eles conseguiram identificar uma nova espécie de ave predadora, a Eschatornis aterradora.
"É incrível como uma peça tão pequena pode nos dizer tanto sobre o passado. Essa ave viveu no final da última Era do Gelo e amplia o conhecimento que temos sobre os 'forusracídeos', as temidas aves carnívoras que dominaram o topo da cadeia alimentar na América do Sul por milhões de anos", declarou um dos pesquisadores envolvidos no estudo.
Com a descrição formal publicada na revista científica “Papers in Palaeontology”, a Eschatornis aterradora revela como essas criaturas imponentes se adaptaram ao ambiente isolado da América do Sul. Os forusracídeos surgiram há mais de 40 milhões de anos e, sem grandes competidores, algumas espécies chegaram a ter até três metros de altura. Contudo, a nova espécie se destaca por ser de menor porte, mas não menos fascinante.
Esse achado, além de contribuir para a ciência, nos leva a refletir sobre como essas aves predadoras se encaixavam em um ecossistema que, até então, conhecíamos apenas de maneira fragmentada. A pesquisa envolveu a colaboração de estudiosos da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), além de parceiros argentinos.
Ainda há muito a ser descoberto sobre a Eschatornis aterradora e sua relação com outras espécies do mesmo período. Segundo os cientistas, "o estudo das aves do terror pode nos oferecer uma visão única sobre a evolução das espécies na América do Sul e como elas se moldaram ao longo dos milênios". A expectativa é que novas pesquisas sigam em andamento, buscando mais fragmentos e informações sobre esse intrigante capítulo da história natural da região.